O ano passado -Que Deus o tenha! -, embora tenha sido um ano um tanto ou quanto lheguelhé, deu pra gente tirar de letra; o difícil foi escapar das ditas festas natalínicas e reveilônicas.
Primeiro foi no natal, quando eu fui para Salvador-Ba, afim de comemorar o natalício de Jota Cristo, com familiares, cupinchas e aderentes. Depois que começou o tirinete gastronômico e etílico, ainda no dia 23/12, pouco se falou no aniversariante; seguiram-se, isso sim, pratos e mais pratos: Da buchada ao mocotó, do xinxim ao vatapá, passando pelo famigerado peru, cascatas de rabanadas, broquéis de acarajés, réstias de siris-moles, magotes de pernis, carradas de moelas, bacias de dobradinhas, e outras coletividades de grafunches mastigativos que, só de lembrar, me dá revertérios e náuseas intestinosas. Da parte líquida, emborcativa e embriagante, nem se fala.
Na semana seguinte, ou seja, no raiar do ano novo, a comedoria + bebedoria se repetiu, talvez até com mais voracidade. Agora já em São Paulo, a coisa desenvolveu-se à base de canapés, lombos, amêndoas, chesteres (é assim mesmo? ), farofas, lentilhas, uvas, isso tudo servido assim, como quem bota milho pra bode ou bolacha pra jumento, a bambão. Mas não foi no seco não, baldes de champanhas e cachoeiras de cervejas também passaram pra dentro do nosso bucho, sem nenhuma cerimônia.
Aí eu me lembrei de Paulinho Beijoca, que sentiu a quantas anda a sensibilidade (ou a falta dela) olfativa e humânica do povo. É que numa viagem de avião, no dia seguinte às festas, toda aquela massa disgestiva ainda habitava suas entranhas e, com a pressurização da aeronave + a natural fermentação, aquilo começou a procriar gases que teimavam em sair e ganhar o mundo. Os torpedos gasosos saiam e ele sentava-se em cima, tentando impedir que infestassem a cabine. Foi quando um cidadão, na poltrona ao lado, sem nenhum pingo de compreensão falou-lhe:
- Desse jeito você derruba esse avião, porra!
O avião não caiu, e todos escaparam fedendo. O que foi melhor do que morrer cheiroso.
* No dia em que merda valer dinheiro, a gente vai pagar imposto por cada ato defecativo. *
Cartun do Spacca, que eu encontrei pelaí na internet.
Já que passei longa quadra temporária sem dar as caras por essas bandas, vou, pelo menos, fazer agora as despedidas desse 2009, velho de guerra, ano altamente mais-ou-menos, mas que passou voando - mais ligeiro que coice de porco.
O ano, o dito cujo 2009, não foi lá essas coisas, mas serviu, ao menos, pra gente ganhar experiência nessas coisas de passar os anos e viver e envelhecer e ir e vir e rir e chorar e se acostumar com isso tudo. Eita filosofagem medonha!
No entanto 2010 taí já nas biqueiras e, segundo li no meu oráculo, será um tempo onde, antes de mais nada, vai acontecer muita coisa: Muita gente vai nascer - principalmente na China -, em compensação outro magote vai morrer. Entre fulano e beltrano, e até sicrano, muitos vão bater as canelas; mesmo porque - está escrito -, com a aproximação do final dos tempos, até quem nunca morreu é arriscado partir pro além ainda em 2010, menos Michael Jackson, que já papocou em 2009.
Outra coisa que (foi vaticinado), rolará em 2010, é a copa do mundo na África do Sul; aí, no primeiro jogo a seleção brasileira, sob o comando de Dunga, ganhará, empatará ou poderá até empatar, foi o que eu vi no oráculo. O resto da competição ainda está meio obnubilada aqui nas minhas leituras, depois eu conto.
Agora, certas coisas já são dadas como certas para o ano entrante: Meu novo CD, meu primeiro DVD e minha presença mais constante aqui nestas paragens, juro!
No mais, bom ano vindouro para todos nós!
*De uma boa entrada, depende uma excelente saída.*
Exatamente às 6h da manhã de hoje, 16 do 9, completaram-se os 52 anos de vida desse sujeito que vos fala. Tudo começou em Pereiro, se alastrou pelo Brasil afora e, de 1957 pra cá, deu no que deu. Ou seria, dei no que dei? Ui! O certo é que hoje eu já sou um cabra de meia idade, como me falou dona Fransisquinha, minha vizinha, coisa que me deixou meio encafifado: Como é que ela sabe a quantidade de anos que eu vou viver, pra dizer que 52 é a metade?
Pensando nisso fui consultar aqui meus alfarrábios, compêndios e anais, além da internet, é claro. Na procura por uma solucionática, deparei-me com a seguinte problemática:
É que, num reino distante, no tempo e no espaço, um sujeito havia sido condenado à prisão perpétua e vivia enclausurado há algum tempo. Porém, por bom comportamento, ganhou o direito a tomar banho de sol, num campo ao redor da cadeia, uma vez por semana. Num desses tais banhos solares, num dia qualquer, ele teve a oportunidade de salvar a rainha de um terrível acidente equino, já que a dita cuja por ali passeava, em seu cavalo, e o bicho desembestou, quase jogando a mulher do rei num precipício, não fora o socorro imediato do presidiário.
Pois bem, O rei quando soube do acontecido, ficou muito feliz e resolveu gratificar o condenado. Baixou então um decreto real, onde reduzia à metade a pena do encarcerado. E ainda ordenou: Cumpra-se imediatamente! E agora? Como é que a gente vai saber o tamanho da vida do preso, pra poder reduzir-lhe a prisão perpétua pela metade? Perguntaram-se os responsáveis pela prisão, já temerosos pelos seus empregos, e até por seus respectivos pescoços, caso não cumprissem a determinação real.
Eu, depois de quase estragar uma ruma de neurônios, achei a resposta. Mas, porém, não vou dizer agora pra poder aferir o Q.I. de algum leitor desse espaço, que, por acaso, venha a ler essa interrogativa. Depois eu respondo.
No mais, parabéns para mim! Obrigado. Amém.
*Quando o tempo avança, o perigo é ele passar pela gente.*
Com o advento e o incremento dessa famigerada Internet, muitas coisas surgiram do nada e, graças a Deus, para lá voltaram com a velocidade do corisco. Até celebridades e sub-celebridades de repente reaparecem, estrondosamente, para galgarem novos 15 minutos de fama. No entanto, se não fosse a rede, nunca eu e youres iríamos saber das novidades com tal agilidade e detalhes. Hoje eu sei de coisas que nem em mil anos aprenderia, se não transitasse aqui nesta cybervereda. Por exemplo: Sei que Ivete Sangalo foi ao banheiro as 10h43min do dia tal do ano em curso; sei também que Angélica fraturou um dedo do pé, em pleno serviço doméstico - além de ser mulher do Luciano Huck; aprendi que Luana Piovanni gosta de andar sem calcinha, e por aí vai...E agora, a pérola mais supimpa do ano nos chega através de Vanusa (cantora pós-jovemguardista bissexta), e sua novíssima interpretação surrealista-grogue-lisérgica para o Hino Nacional Brasileiro.
Tudo bem que os louros dessa façanha se assentem sobre a cabeça daquela cantante, mas temos que fazer justiça aos fatos: Pouca gente sabe, ou mencionou, o verdadeiro precursor e mestre na moderna arte interpretativa e releiturística do nosso hino. E é por isso que eu - que como sempre mato a cobra, mostro pau e no mais das vezes apresento o dito cujo, sem nem matar nada -, trouxe ( veja lá em cima), direto do iutubi, o cidadão que merece todas as homenagens.
Agora, cá pra nós, esse hino apresenta um linguajar tão invocado e rococolístico, que qualquer um, mesmo sem está turbinado com alguma substância lombrática ou alucinojenta, está apto a se engachar naquele vernáculo. Por isso é que há alguns anos eu confeccionei uma versão mais popularesca desta página melódico-nacionalista, para que o povo em geral pudesse entoar o bicho sem maiores aperreios. Vejam aí a letra:
NOSSO HINO
As beiras do riacho escutaram
O grito alto e forte de um magote de gente
E o sol bacana feito a peste
Alumiando tudo de repente
Se a garantia de ser tudo igual
Conseguimos no tabefe e na porrad
Seria eu capaz de viver preso
Só pra mamãe poder ser liberada
Aqui e agora um raio à terra desce
Bolito, aloprado, lindo e chique
No mesmo instante no céu aparece
Uma cruz brilhando à moda um foquite
O lugar é grande porque é
É enorme, é supimpa, é gigante
E conforme seja ele tratado
Pode até se tornar uma coisa muito mais maior de grande
Ô lugar legal!
Ô lugar de gente fina!
Salve, salve! Viva, viva! Arre égua!
Benza Deus! Que coisa linda!
Flogado que só filho de deputado
Ouvindo o som do mar, cheio de bossa
Dando na vista, servindo de enfeite
Recebendo a luz do sol em terra nossa.
Os pastos daqui são assim de flores
Muito mais que em terras de além mar
As matas daqui são cheias de bichos
Tem onça, tem veado e tem gambá.
Que o pano da bandeira represente
Um amor daqueles que nunca se viu jamais
E a cor da dita cuja diga o que há de bom
Daqui pra frente e daqui pra trás
Pois embaixo do cacete da justiça
Verás que, quando um de nós se zanga
Se invoca, se enfeza, parte pra briga
Não tem medo nem do cão chupando manga.
Taí. É claro que eu vou gravar esta beleza, e vou mandar em primeira-mão para a Vanusa.
P.S.: A melodia também é minha. Portanto, não tente cantar esses versos sobre a música de Francisco Manuel da Silva, pois, provavelmente não dará certo. Aguarde o meu CD!
*O Brasil está de um jeito tal, que nem os fatos inesperados causam surpresa.*
Chico Mancebo, compadre meu, das brenhas lá de nós, levou a mulher para um ginecologista, obstetra, ou coisa que o valha, afim de que o doutor desse uma guaribada nas partes fornicativas e reprodutivas da dita cuja, pro mode que o casal de há muito vinha tentando fazer um menino, mas não estavam acertando na liga. Ele dizia que ela tinha um avariamento ingriziático no "último", e ela culpava a gala rala do compadre pela a desdita.
No consultório do especialista, a comadre foi colocada, nua, naquela característica posição de frango assado e, toma o médico a examinar, manipular, dedalizar, prescutar, cheirar, olhar de novo, meter o dedo ali, tirar o dedo dali...E o veredito:
- Sr. Francisco essa sua mulher está perfeita, novinha em folha não tem uma emenda, nenhum pingo de solda, está prontinha para o processo reprodutivo propriamente dito.
- Então dotô, qualé o problema? Porque eu também fiz uns exames e deu tudo certo.
- O problema, na minha visão científica e altamente especializada, é que é o senhor que não está sabendo proceder, administrar e finalizar o ato do processo introdutório e ejaculativo. Por isso, e pra que vocês não percam a viagem, eu vou aproveitar que sua mulher já está nua mesmo, e vou dar uma aula prática e explicativa pra que o senhor aprenda o metier. E o melhor é que eu não vou cobrar nem um centavo a mais.
Dito isso, o médico desenbainhou a genitália, já devidamente tesa, e partiu pra cima da comadre do mesmo jeito que a vaca botou em Mestre Alfredo. No afã daquela peleja, o especialista nem ouviu quando Chico falou:
- Dotô, eu vou fechar aqui a janela, porque pode passar alguém e pensar que o senhor tá comendo minha mulher.
Essa estória se passou lá pelos anos setenta, mas eu acho, que era mais-ou-menos assim que procedia esse tal Dr. Roger Abdelmassih que, ginecologista de celebridades e socialites, molestou pra mais de 50 delas e ainda diz que é santo. Ô menino besta!
*O Dr. Abdelmassih fodeu com a própria área de trabalho*.
Será que eu despareci dessas bandas internéticas, ou foi você caro leitor que nunca mais passou por aqui?
Com certeza fui eu mesmo que, devido a ilusões e desilusões, vindas e idas, idas e venidas, afora outros leruaites de cunho preguiçativos, deixei criar teia de aranha neste espaço que, a essa altura, já não tem é ninguém que dê o menor crédito, talvez, sei lá eu...
Porém, se tem alguém aí, saiba que só quem não desaparece é que não pode retornar. E, por isso mesmo, regojizai-vos: Cá estou eu de volta! Emboramente, esteja sentindo assim uns arrepios, uma tosse, uma coisa ruim...Será a tal gripe suina? Vire essa boca pro mar!
E, por falar em coisa ruim, mando aqui 5 segundos de "Vá pra puta que o pariu!Vá pra puta que o pariu!Vá pra puta que o pariu!Vá pra puta que o pariu!Vá pra puta que o pariu!Vá pra puta que o pariu!Vá pra puta que o pariu!Vá pra puta que o pariu!Vá pra puta que o pariu!Vá pra puta que o pariu!Vá pra puta que o pariu!Vá pra puta que o pariu!Vá pra puta que o pariu!Vá pra puta que o pariu!Vá pra puta que o pariu!Vá pra puta que o pariu!Vá pra puta que o pariu!Vá pra puta que o pariu!Vá pra puta que o pariu!Vá pra puta que o pariu!Vá pra puta que o pariu!Vá pra puta que o pariu!Vá pra puta que o pariu!Vá pra puta que o pariu!Vá pra puta que o pariu!Vá pra puta que o pariu!Vá pra puta que o pariu!Vá pra puta que o pariu!Vá pra puta que o pariu!Vá pra puta que o pariu!Vá pra puta que o pariu!Vá pra puta que o pariu!", pro Congresso Nacional.
Sem mais para o momento, encerro com o diálogo de seo Lunga com sua(dele) mulher:
Mulher: - Lunga, tá me dando uma coisa...
Lunga: - Então receba!
Mulher: - Mas é uma coisa ruim.
Lunga: - Então devolva!!
*Não sei porque as pessoas ficam tão chocadas com a fuleiragem reinante no Senado Federal. Afinal de contas, o que há de tão ruim com eles, a não ser eles mesmos?*
Tá decidido: Eu, Marcondes Falcão, enquanto pessoa, a nível de ser humano, não vou aderir a esse tal Acordo Ortográfico, e brah!
Primeiro que trata-se de uma reformazinha altamente mais-ou-menos. Não pelo finado trema, que de há muito já era, mas pelo famigerado acento agudo e também pelo circunflexo - sem falar no acento grave -, que caíram nuns poucos casos, quando deveriam ter sido aniquilados, sem mais nem menos, de uma vez por todas, para todo sempre, amém. Aliás, nessa cruzada anti ortografista, resta-me a dúvida se eu descumpro o acordo, ou se aniquilo, por completo, toda a acentuação dos meus escritos. Nesse caso, só restaria o til por razões óbvias falcÃonéticas.
Aliás (de novo), o til não pode desaparecer pois assim ficaria sem graça a estória acontecida com um amigo e corta-jaca meu que, apostador inveterado e diário do jogo-do-bicho, certa manhã procurou Geralda Alcoforado, famosa nas redondezas e adjacências pelo seus dons de decifradora onírica.
O cara queria saber em que animal jogar, já que tinha sonhado que estava no inferno, em audiência particular com, ninguém menos que, o próprio capiroto. Geralda então lhe asseverou: - "Já que você sonhou com o coisa-ruim, o cão propriamente dito, jogue em todos os bichos que tenham til no nome."
Meu amigo então descarregou tudo no leão, no pavão e no cachorro que também é cão. Quando saiu o resultado daquela apuração zoológica diária, o que deu? Cobra na cabeça! O sujeito, entre aborrecido e puto da vida, foi até dona Geralda e argumentou: - "Eu joguei todo meu dinheiro nos bichos com til e deu cobra, como se explica?" E ela: -"Acertei! A cobra é um répTIL. Ou não?".
OUTRO ASSUNTO
Eu não fui convidado para o ágape comemorativo do aniversário de Hebe Camargo. Por que Roberto Carlos e Júlio Iglesias foram chamados e eu não? - Mas deixa estar, quando eu inteirar 80 anos, essa sujeita também não vai para o sarau que, com certeza, rolará lá em casa.
*Mesmo que fosse a favor, eu jamais deixaria de contra.*
O bicho homem é, com certeza, o único semovente na face do planeta, que faz, na maior "catiguria", o que não precisaria fazer; ou seja, come sem estar com fome, bebe sem ter sede e fica acordado quando deveria dormir. Sem falar nas besteiras auto-prejudicativas e nas fuleiragens que a gente faz e fala, só pra piorar o que já estava ruim, no mais das vezes.
Ah, temos também, o mais alto poder de regeneração, adaptamento e reabilitagem entre os bichos-de-orelha inquilinos desse mundo. E, no quesito "dando a volta por cima com obstáculos", o melhor exemplar de nós, e craque no assunto, é Ronaldo Nazário.
Esse sujeito, além de ter nascido com o fiofó voltado para as estrelas e ter sido ungido para ser rico, famoso, talentoso, etc, veio também com essa capacidade, quase paranormal, de ressurgir das cinzas ileso e de sair da merda cheirando a jasmim, tantas vezes quantas forem necessárias. E no item "vou fazer besteira só pra ver o fuá", o cara também é mestre.
O certo é que, para o Fenômeno, toda sorte de contratempos, sejam espontâneos ou causados por ele mesmo, é tudo coisa corriqueira; tal qual como se o o dito cujo adentrasse à pequena área, sem marcação, frente a um goleiro paraplégico que estivesse com as mãos amarradas pra trás, com dor de dente e um saco de farinha na cabeça; ele tira tudo de letra, e sempre se recupera.
Então, agora no Corinthians, tudo é possível: De engravidamento de virgens a casamento relâmpago/esquisito, ou baladas e putarias em serviços, ou ainda envolvimento em surubas de cunho viadístico sem o pagamento de honorários a boiolas e afins, até títulos em competições nacionais e/ou internacionais e gols no varejo e no atacado, São Jorge e seu cavalo testemunharão, talvez.
Vá Lá que o colega Charles Darwim (1809-1882) tivesse alguma razão com aquela sua (dele) teoria evolucionista. Mas eu, pessoalmente, fico com um pé e meio atrás quando penso ser, mesmo que só corporalmente, primo de um gorila, sobrinho de um macaco-prego, ou cunhado da Chita, chimpanzé cupincha do Tarzan. Na verdade, a ideia de Charles pode está certa sim, emboramente o dito cujo tenha ouvido o galo cantar, mas não tenha decifrado direito de onde vinha o coró-có-có do bicho.
Explico: É que, segundo teorias mais recentes e abrangentes, de correntes científico-espiritualistas, toda e qualquer coisa existente no mundo, seja semovente, vegetal, mineral, um simples punhado de poeira cósmica, ou até mesmo a própria energia, que não passa de matéria radiante, nada mais é que um derivado de uma gororoba matriz universal, existente tanto em Pereiro, quanto em Alfa-de-não-sei-das-quantas nos confins do universo, que é infinito, como vosmicê já desconfiava, ou não.
Dito isto, e apenas para incrementar vosso cardápio cultural e conhecimentista, digo também que, este escriba que vos fala tem parentesco mesmo é com o jumento. E provo: É que quando do mapeamento genético feito em minha pessoa, por renomado instituto pesquisativo cearense, constatou-se haver uma coincidência orgânica entre eu e o supra citado quadrúpede; da cintura para baixo.
Outrossim, para quem não acredita em tal descoberta - de tão importante órgão científico -, basta dizer que na minha mais recente visita ao SUS, para um checape geral, fui pesado duas vezes, sem roupa. Na primeira aferição, meu peso deu 90 quilogramas. Já na segunda, desta vez com o quinto membro devidamente excitado, o ponteiro da balança foi aos 93 quilos e 600 gramas.
*Darwim errou feio. Um amigo meu tem um macaco que durante vinte anos não mudou nem de comportamento.*
Pois é: Férias, preguiça, fuleiragens e outras delongas. Mas, como diria o Agenor, "O tempo não pára" e as coisas vão se assucendendo...e é pra frente que as malas batem. Obama já tomou assento na mais importante (dizem) cadeira do planeta. Veja lá o que vai fazer, sujeito!
Aqui, quanto mais eu rezo, mais assombração vejo. Mal o ano adentrou, veio a notícia: O ministério da saúde (adverte e se diverte) vai distribuir - de grátis -, pomada lubrificante para a turma do queima-rosca usar e diminuir o desconforto decorrente do entra-e-sai fiofosístico. Se é que existe desconforto em tal atividade - quem souber responda aí. O Temporão assim procede, talvez, prevendo aumento considerável na atividade rolística-anal durante o tríduo momino que se avizinha. Sei lá eu.
Divino, maravilhoso! - Usando uma expressão tropicalista, mas sem nenhum insinuamento, veja bem. Quer dizer que o governo tira do erário público a grana (paga pelo cidadão comum, que não tem nem onde cair defunto, muitas vezes), para que uns e outros, chegados à baitolagem, possam queimar as respectivas arruelas com o devido conforto? Arre égua!! Ô pessoal do c* importante!
ALÉM DISSO
Chega-me, pelo imeio (obrigado Pekim), constatação da qual eu já desconfiava, mas que muita gente boa achava ser coisa ficcional ou quimérica: A Puta Que Pariu existe oficialmente e materialmente. Nas Minas Gerais, mais precisamente na cidade de Bela Vista, perto de João Monlevade, situa-se o famigerado lugar.
Sabedores disso, só nos resta, a partir de agora, diminuir a frequência de "Vá pra puta que pariu!" contra desafetos e opositores, anônimos ou ilustres (políticos, artistas, etc), pois, conforme pesquisa do Instituto Datafalcon, a porcentagem de criaturas que atendem a esse mandado é de mais de 83 pontos, no varejo e no atacado. E, sendo assim, o pequeno lugarejo vai superlotar rapidamente, tranformar-se num pademônio e tornar-se um verdadeiro caos, podendo até virar uma Casa do Caralho.
* Depois de uma consulta no SUS, o brasileiro tem chance de morrer bem melhorado.*
Pronto! 2008 já está se finando, caindo pelas tabelas! Um ano, que pra mim, foi assim altamente mais-ou-menos. Vai ficar nos anais anuais como uma espécie de ano Nelson Ned: Nem cheira nem fede, diria Chacrinha.
Um ano que termina a cavalo numa crise que, segundo dizem, é das grandes e que serve de pretexto para empresários que nunca dividiram um centavo dos respectivos lucros, agora desejem repartir as perdas com os empregados. Legal, né?
Um ano que se vai a bordo de um auê desgraçado - por parte da imprensa - em torno de uma cantorazinha que nem essa tal Madonna, quando aqui, e em alhures, tem coisa muito melhor. Se um dia, lá em casa, essa sujeita tiver mais entrada que Ivete Sangalo, por exemplo, pode mandar me internar.
Este 2008 também levou muita gente, entre tantos, o poeta José Alcides Pinto e Waldick Soriano, do qual me lembrei muito, no dia que George W. Bush quase leva uma sapatada na cara. É que o sujeito que arremessou o pisante no presidente, ainda o chamou de cachorro. Aí, Bush poderia ter cantarolado "I'm not dog no"...
E para fechar o ano com chave de ouro, Bento XVI declarou ser mais importante livrar o homem de comportamentos homossexuais, do que a luta pela preservação do meio ambiente. E ainda jurou, de pés juntos, que a igreja vai pelejar muito por esse desiderato. Santa ingenuidade papal! Não sabe o Cardeal que a viadagem já é um processo estabelecido, e que nem Santo Antônio, com um gancho, reverte esse quadro.
No mais, palmas para o povo brasileiro, que apesar de enchentes, secas, violência, fome, políticos e tal, ainda tem gás para enfrentar tantos anos novos, quantos lhe apareçam pela frente.
Que Papai Noel lhe encha o saco e que 2009 lhe seja leve!!
*Ainda tem gente que acha que a criança nascida em Belém, há dois mil e tantos anos, era Lúcio Mauro.*
Seguinte: Eu cabra véi raciado, vacinado e tarimbado em porquês, tais e poréns, nasci e me criei nas brenhas dos cafundós das terras secas nordestinas, mais precisamente em Pereiro-Ce, como todo mundo sabe. Ou não?
Pois bem, ali, como em todo o sertão nordestino, no dito polígono das secas, a coisa mais difícil é água. Eu mesmo, só vim saber o que era uma chuva, cinco anos após mamãe me parir. Via uma neblinhazinha, uns pinguinhos aqui e acolá...mas chuva mesmo, de vera, precipitação pluviométrica propriamente dita, só depois do meu primeiro lustro de vida. E o cachorro lá de casa também. No dia que a gente presenciou esse primeiro e histórico toró, o bicho se socou embaixo de uma cama, e de lá só saiu uma semana depois, apreensivo que nem mãe de astronauta.
Mas, todo esse leriado introdutivo foi apenas no intuito de dizer uma coisa: Apesar de toda essa escassez aquática, a gente sabe perfeitamente do aperreio, do sofrimento e do susto por que passou, e passa, o povo catarinense. Não apenas porque somos catedráticos em mazelas sofrimentistas, mas porque tem caído, vez ou outra, dilúvios por aqui também, devido ao tal esquentamento global, eu tenho pra mim.
E, como o povo nordestino não tem nenhum norrau hidráulico, a coisa flui muito mais vexatória, talvez. Um exemplo deu-se numa vila do interior, onde dois cidadãos tentavam atravessar o verdadeiro rio em que se transformara a rua principal, montados num jegue. No meio da correnteza, o que ia na garupa, nervoso debulhava ave-marias, pai-nossos e credos, quando o outro falou: - "Compadre é melhor você parar com essa reza, pois vai que esse jumento é católico e resolve se ajoelhar aqui...Aí nós 'tamo é lascado!"
*Só porque eu estou alegre não quer dizer que eu não esteja triste.*
Ilustração do Pullen, que está no saite www.oswaldopullen.com
Todo artista - seja ele bonito, feio ou bonitinho -, devido a processos míticos e carismáticos inerentes a essa carreira, sempre atrai admiradores(as). No meu caso, que sou exemplo máximo da beleza, elegância e "catigoria", há fãs que chegam às raias da loucura ante minha pessoa, ou apenas com minha lembrança.
De mulher escondida em guarda-roupa de hotel a meninas ensandecidas em público, de tudo já aconteceu em minha estrada. No entanto, o que mais me impressionou - e eu cheguei até a considerar a possibilidade de engatar um colóquio carnal mais demorado com a sujeita -, foi o caso de uma fã que começou a me perseguir já no início de minha airosa carreira, lá pelo começo dos anos 90.
O grude iniciou num show, onde ela, burlando a segurança, subiu ao palco e, literalmente, pendurou-se à minha genitália como se fora um Tarzan de saia. Depois, inclusive, um dos elementos da segurança me confessou que deixou a dita cuja chegar até mim, em troca de favores bolinativos.
O pior: a criatura era casada. Certa vez retirou em público e jogou no palco, a calcinha e o sutian; peças que seu marido foi depois, pessoalmente, e com cara de corno vingativo, pegar no meu camarim.
- Foi um presente meu, no aniversário do nosso casamento. Confessou o cara.
Eles, marido e mulher, montaram uma espécie de marcação colada perigrinativa, e onde quer que eu fosse, já estava lá a dupla. O corno, quer dizer, o marido era já passado na idade, podendo até figurar como pai ou avô da mulher. Fazendeiro rico e jaguncista era o cara, vim saber depois.
A marmota maior foi no dia que a sujeita cismou de querer uma cueca minha como suvenir. O corno, digo, o fazendeiro, um dia irrompeu repentinamente, acompanhado de três jagunços, armas à cintura, no quarto de hotel onde eu estava, numa cidade do interior de Minas Gerais. Queria, porque queria, levar um exemplar de minha roupa de baixo como troféu para a esposa.
Eu, que inicialmente resisti a tal disparate, diante da cara feia e dos argumentos armamentícios intimidativos do homem, cedi e mandei para a mulher uma cueca de estimação, com reforço alongativo frontal, que me acompanhava a mais de dez anos.
A fanática, com tal mimo intimista, e devido à freqüência com que me via de tão próximo - eu acho -, notou que, como disse Caetano Veloso, de perto ninguém é normal, e desencanou, escafedeu-se, levou sumiço, juntamente com o marido, aliás, o corno.
*É lamentável ver a falta de mentalidade de algumas mulheres superar a pouca categoria dos homens.*
Quando eu pensava em alinhavar, com frequência, um leriado mais constante aqui neste recinto bloguístico, eis que diversos percalços domésticos e aleatórios obnubilaram essa minha vontade. Entre tais entraves um certo canal inflamado, justamente no canino superior direito, que me deixou até agora de molho, inclusive com a respectiva buchecha inchada, à moda um Kiko cearense. Pense numa coisa linda!
Isso, porém, me fez ficar uns dias em casa, matutando sobre isso, aquilo e aquilo mais, deambulações diversas, inclusive sobre essa tal mídia, que os amerianos chamam de media, mas que não faz média nenhuma para conosco.
É verdade, esse conjunto midiático - internet, tv, rádio, jornais, etc - penetra pelos sete buracos da cabeça do cidadão com tal voracidade/velocidade, que é capaz de deixar qualquer um abirobado do juizo. Foi, mais-ou-menos, o que aconteceu com a Flora (4 anos), neta do meu amigo, escritor e artista plástico Audifax Rios, que, influenciada e confundida (a neta) pelo noticiário, perguntou outro dia: -"Afinal quem ganhou? Obama ou Felipe Massa?".
*Não cite o que eu digo, cite apenas o que eu quero dizer.*
É bom saber que ainda tem gente disponível e disposta a ler estas mal traçadas linhas aqui. O que teve de criaturas, sujeitos e sujeitas reclamando da ausência deste bloguista que vos fala, me espantou. Mas cá estou eu de volta, mesmo porque, depois de ser chamado de preguiçoso, omisso, sumido, lento, leso, nojento, bonito, lindo, joiado, inconsequente, abirobado, irresponsável e outra ruma de adjetivos, eu tinha mesmo era que, acabrunhado, voltar. Ah, sim: Trabalho, viagens, farras, orgias, compromissos domésticos, surubas, pelejas, saraus, ágapes, encontros, repiaus e outros afazeres menos votados, foram algumas das possíveis causas (escolha uma aí) desse meu sumiço.
Porém (ai porém), nesse meio tempo o mundo continuou rodando e os inquilinos do planeta, fazendo e acontecendo. Muita água rolou por baixo da pinguela. Enquanto eu fazia meus shows e tal, mataram a Eloá, elegeram Obama e Kassab, entre outras mumunhas. Aliás quando da querela boiolística levantada, em pleno segundo turno paulistano, pela Candidata Marta Relaxa e Goza Suplicy - ela insinuou que o Gilberto queimava o anel, lembra? -, eu muito matutei sobre o avanço da viadagem no Brasil e alhures, e também sobre o preconceito anti-baitolístico que ainda reina por aí.
Nessa reflexão estava, quando me lembrei de seo Raimundo Pitombeira, vereador no interior do Ceará, que, cabra macho juramentado, tinha verdadeira ojeriza a esse pessoal que anda de marcha-à-ré. Esse edil tinha tanta aversão a gays, que mudava de calçada, suava frio e até taquicardía-se só de ouvir falar no tal terceiro sexo. Numa de suas andanças pelas brenhas do município, deu de cara e papo com um cabo eleitoral seu, compadre e correligionário velho, que pediu carona para um filho até a cidade.
Quando o amigo saiu pra chamar o caronista, alguém falou pra seo Raimundo: "O filho desse seu compadre é viado. Atende pela porta traseira!" Ele agoniou-se, aperreou-se, mas não podia negar um favor a um cupincha seu. Teve uma idéia: Quando a rapaz entrou no carro, ele então ligou o toca-discos a todo volume, para que, durante a viagem, não houvesse a mínima possibilidade de diálogo, pelo menos. Mas, a coisa não fluiu dentro dos parâmetros arquitetados pelo vereador. Já na estrada, no meio de um canavial ermo, terminaram as faixas do CD. Naquele silêncio que se abateu sobre os dois, o baitolinha lascou a pergunta: "Seo Raimundo, o senhor vendo um partido de cana desses, bem verdinho, não dá vontade de dar o cu não?".
*Não tenho nada contra baitolas, só não gosto é de baitolagem.*