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Pena de morte

PENA DE MORTE

     Pronto, basta uma alma sebosa cometer um crime mais cavernoso e atroz, para outras almas tanto ou quanto sebosas aventarem logo a idéia de se implantar aqui a famigerada pena de morte. Chamo de também sebosa a criatura que propugna por essa prática talionesca, por que além de mim, que sou contra a morte de qualquer ser vivente, o próprio J. Cristo já assim pregava em seu evangelho parabolístico. Porém, saindo do campo eclesiástico-episcopal, minha maior aversão a essa prática atrasadista, é que, sendo a corrupção coisa corriqueira em todas hostes civis e oficiais nacionais, essa lei ia virar arma de vingança e senvergonhesa institucionalizada.

     Você mesmo, preclaro leitor, se porventura, quando se estabelecer tal norma, tiver algum inimigo influente junto a algum corrupto judiciarista, será despachado para a cidade-de-pés-juntos, antes da hora aprazada por São Pedro, e lascar-se em bandas, sem nenhuma apelação, pois decisão de juiz não se discute, cumpre-se. E aí, babau.

     Mas eu sei que a maioria do povo, já aporrinhado pela problemática atual, defende a dita lei, como se ela fosse a solucionática definitiva para a violentice aqui reinante.

     Chico Calça Frouxa, meu vizinho cambista, até já vislumbra aumento no faturamento, se as execuções forem locadas em estádios, ginásios esportivos ou casas de shows, onde os aficcionados possam ver tais eventos, pagando a respectiva entrada. Já Dedé Bulim, acha que tudo deve ser feito conforme o modelo - ele ouviu falar -, que se aplica em certo país ibérico, onde o condenado mortal teria o direito de escolher a forma como desejasse ser executado: Enforcamento, fuzilamento ou gás.

     Segundo Dedé, lá nesse país, certa vez se sucedeu o seguinte: Um sujeito ao ser inquirido pelo juiz, em qual modalidade de execução queria morrer, perguntou: "-Como é essa morte pelo gás?". O magistrado explicou: "-O senhor será amarrado ali, no meio do pátio, e a gente solta o gás, ora pois!". O cara, supondo que o tal gás, solto naquele pátio, não teria a concentração suficiente para matar ninguém, escolheu, com um sorriso nos lábios, a forma gasosa. No dia marcado ele morreu com o mesmo sorriso, pois nem deu tempo de ver que o gás foi solto, do quinto andar, bem no meio da sua moleira, e vinha acondicionado num botijão de 13kg.

*Seja razoável, exija-me pelo menos duas vezes ao dia.*




Escrito por Falcão às 13h29
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